Como ganhar dinheiro com o associativismo?

abr 16, 2019Construção, Fornecedores, Indústria, Lojas, Materiais para Construção

Como ganhar dinheiro com o associativismo?

16 abr, 2019 | Construção, Fornecedores, Indústria, Lojas, Materiais para Construção

Com o aumento da competitividade no setor de materiais para construção, o associativismo entre empresas de pequeno e médio porte tem sido o caminho encontrado por muitas indústrias para a retomada de crescimento de seu negócio. 

Qualquer indústria pode recorrer ao associativismo para se posicionar melhor em seu mercado de atuação, mas antes de se aventurar nesse processo, é importante saber como ele funciona. 

Nesse artigo pretendemos esclarecer aos fabricantes como funciona o associativismo, quais são as formas existentes e quais as vantagens dessa iniciativa para melhorar suas vendas e reduzir custos

A seguir apresentamos alguns conceitos importantes sobre o tema. 

O que é associativismo? 

O conceito de associativismo está amplamente relacionado com os conceitos de Cluster, Redes de Cooperação e Consórcio. 

Pode ser definido como uma forma de cooperativismo, onde a sociedade se organiza através de ajuda mútua para resolver diversos problemas relacionados ao seu dia-a-dia. 

Entre as motivações que levam as empresas ao associativismo encontram-se:  

  • Solução de problemas comuns; 
  • Impossibilidade de produção individual; 
  • Afinidade entre os participantes; 
  • Busca de sinergia; 
  • Divisão de custos; 
  • Necessidades sociais; 
  • Busca de independência; 
  • Convergência de interesses; 

Cluster 

O termo cluster é reconhecido como agrupamento ou aglomeração de empresas localizadas em uma mesma região, que desenvolvem atividades de forma articulada e com uma lógica econômica comum como por exemplo:  

  • mesma dotação de recursos naturais; 
  • mesma capacidade de operação/produção; 
  • acesso às mesmas tecnologias;  
  • afinidade setorial de produtos, entre outros. 

Aplicado mais diretamente às empresas industriais, o conceito de cluster implica na articulação com fornecedores e com cadeias de distribuição de produtos acabados. 

Redes de cooperação 

Existem dois principais tipos de redes de cooperação que podem envolver pequenas empresas

A rede topdown, na qual a empresa torna-se uma fornecedora ou subfornecedora de uma empresa mãe e a rede de empresas clientes, que atua como intermediária ou como ponto de venda nas cadeias de distribuição dos produtos da empresa-mãe.  

Em ambos os casos as redes de cooperação têm alto grau de dependência das estratégias da empresa mãe e atuam com pouca, ou nenhuma, flexibilidade no cumprimento de contratos, sem exercer influência quanto ao comportamento do conjunto de pequenas empresas na mesma condição. 

Consórcios 

No caso dos consórcios, as empresas unem-se com objetivos e benefícios comuns. Veja a seguir alguns exemplos de ações que podem ser feitas através de um consórcio de empresas: 

  • atração de investimentos externos; 
  • pesquisas de mercado; 
  • campanhas promocionais de marketing; 
  • participação e visitação a feiras de negócios; 
  • consultorias; 
  • diminuição de custos e despesas fixas; 
  • aumento do poder de compra junto a fornecedores; 
  • acesso compartilhado a tecnologia; 
  • acesso a crédito;  
  • logística compartilhada; 
  • desenvolvimento de produtos compartilhados;  
  • busca de certificação para qualidade;  
  • ações de comércio exterior; 

O consórcio pode ser considerado um “bureau” de serviços aos seus associados, com flexibilidade de adaptação aos cenários de mercado apresentados à seus participantes. 

É uma estrutura que pode absorver várias atribuições, promovendo ganhos de escala e eficácia para seus participantes. 

Os consórcios são classificados em três grupos: 

  • Setorial – formado por empresas concorrentes e complementares (fornecedores dentro da mesma cadeia de valor por exemplo) de um mesmo segmento ou setor de negócios; 
  • Territorial – agremia empresas de todos os setores e atividades de uma mesma região geográfica; 
  • Específico – agrupamento motivado para busca de objetivos específicos como por exemplo a participação em comércio exterior ou busca de tecnologia; 

A existência dos consórcios está relacionada à capacidade de integração entre as empresas participantes, ao estágio do ciclo de vida do negócio em que as empresas se encontram e à própria capacidade individual de competir em seus mercados. 

Outro fator importante para a existência dos consórcios, são as ações coordenadas entre os atores do mesmo local de origem das empresas:  

  • poder público; 
  • associações e sindicatos patronais; 
  • centros de informação e tecnologia;  

Além de representarem uma nova estratégia de mercado das empresas participantes, os consórcios são reconhecidos, também, como alternativas para o desenvolvimento local de uma microrregião. 

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